O Natal é um tempo de muito trabalho para quase toda a gente. Melhor dizendo, é muito difícil conseguir que as pessoas descansem e realmente relaxem. É uma altura do ano em que há muito movimento provocado pelo consumismo, mas muito pouco espaço para a vida interior.

Actualmente, as pessoas vivem mais a pensar sobre o que hã-de fazer para alcançar o maior prazer. É um prazer à custa de fadiga, resultante do exagero de querer deixar o seu coração divagar pelo bordo superficial das coisas.

O Natal é o chamamento para preparar o presépio no coração de cada um, para que o menino Jesus nasça nele. É transformar esse lugar particular do nosso ser no centro da adoração própria de todos nós, os cristãos, como é o maravilhoso mistério do nascimento.

A nossa Mãe, em Medjugorje, convida-nos constantemente a rezar com o coração para estarmos bem dispostos para receber aquele grande tesouro que é o seu Filho. E para rezar com o coração, nós aprendemos rezando.

Que Deus os abençoe e que possam alcançar essa intimidade com o silêncio para descobrir a Paz a que Maria nos convida, porque ela sabe que o silêncio é a manifestação de Deus. Refiro-me ao “silêncio de Deus” como a preparação para receber o grande dom do Verbo incarnado que rompe esse silêncio, então o silêncio deve ser interpretado como a nossa vontade de que seja somente Deus quem irrompe nas nossas vidas.

Pe. Patricio Romero

A cruz a dor e a doença. Pelo Senhor, Igreja e pecados
Lágrimas de sangue de Nossa Senhora