“Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: «Este menino está aqui para queda e ressurgimento de muitos em Israel e para ser sinal de contradição; uma espada trespassará a tua alma. Assim hão-de revelar-se os pensamentos de muitos corações.” (Lucas 2, 34-35)

“Eu estou convosco, queridos filhos, e espero que cada um de vós esteja cada vez mais próximo do meu coração” (Mensagem de 25 de Abril de 1990).

A Santíssima Virgem não estando obrigada a cumprir com a exigência da purificação, já que não perdeu sua pureza nem ao conceber nem ao dar à luz, nem em toda a sua vida, porque foi concebida imaculada e é virgem antes, durante e depois do parto. Mas pela humildade filial do seu coração, pela sua atitude modesta e para manifestar, assim como Jesus com o baptismo, que é livre da lei (não no sentido grosseiro e mundano de quem por egoísmo e arrogância pensa que contradizendo ou marginalizando-se do decálogo é livre mostrando como é miserável a sua escravidão às suas paixões e cegueiras) que ao ir ao templo para a apresentação e purificação, é movida por uma força que supera a lei: pelo ardor do coração para o bem e agradar a Deus, percorrendo os caminhos de Israel rumo ao encontro com a Redenção. A Imaculada, não dúvida em brilhar para dissipar as trevas, e apresentar-nos ao que é luz das nações e glória de Israel.

Não há nenhuma sombra, mas apenas claridade na Tua modéstia e simplicidade Mãe Santíssima. Nem nebulosas externas nem internas. Enquanto nós muitas vezes nos tornamos déspotas, egoístas e caprichosos com os nossos deveres no exercício de nossa autoridade em casa, na comunidade e no trabalho, aplicando a nós mesmos todo o tipo de dispensas e desculpas, mas por outro lado impomo-nos aos outros com dureza.

Por outro lado, Santa Mãe, Tu és diligente e fiel nas pequenas coisas, porque amas a Deus e a cada um de nós com um amor honesto, maternal e sagrado. E o Teu olhar inundado do Espírito Santo, olha comovido em união com o Senhor, os inválidos que habitam no pó e os humildes que os poderosos não vêem. Assim olhaste para Simeão, um idoso e fiel, que esperava sem duvidar as promessas de Israel, reconhecendo nele a sabedoria que a raça ou a força humana não dá, mas a fidelidade com dor, a constância na fé e os anos. Não rejeitaste pela mesma razão, o anúncio da espada que trespassaria o Teu coração, mas reconheces na dor do Teu Coração Imaculado, a atitude coerente com o amor do redentor que carregas nos Teus braços. Essa dor que está presente e que pela qual nos pedes com preocupação maternal:

Nossa Senhora chora lágrimas de sangue
Nossa Senhora chora lágrimas de sangue

“Rogo-vos que não deixeis o meu coração chorar lágrimas de sangue por causa das almas que estão perdidas no pecado” (Mensagem de 24 de Maio de 1984)

Nossa Mãe Santíssima, Rainha da Paz, concede-nos a alegria do velho Simeão, que torna evidente ter sido abençoado com a plenitude dos seus anos, ao poder  ver nos Teus braços o que é a “Luz das nações e a glória do seu povo de Israel “. Que formados na Escola de Santidade do Teu Coração de Mãe, sejamos também luz para os que nos rodeiam.

Tu nos dizes:

“Cada um de vocês é querido pelo meu Coração e agradeço a todos aqueles que aumentaram a oração nas suas famílias” (Mensagem de 28 de Março de 1985).

Transforma as nossas famílias em escolas de fé e oração. Em núcleos fundamentais para transformar a sociedade e renovar o fervor, a caridade e a vida da graça nas nossas comunidades cristãs.

Rainha da Paz e das famílias, com aquela humildade com que derrotas o príncipe das trevas, livra-nos da tentação da vaidade espiritual:

” … não se ensoberbeçam  pelo facto de viver as mensagens. Não andeis dizendo: ‘Nós vivemos!’ Se levais as mensagens no vosso coração e as viveis, todos vão perceber e não haverá necessidade de palavras as quais servem só aqueles que não as escutam. Vós não tendes necessidade de o dizer em palavras. Vós queridos filhos, só têm que viver e testemunhar com a vossa vida. Obrigado por atenderdes ao meu chamamento!” (Mensagem de 20 de Setembro de 1985).

Assim, não seremos um obstáculo às Tuas intenções e à acção do Espírito Santo.

Sob o Teu olhar e na Tua presença, nossa Mãe, vivemos na paz de Cristo nosso Senhor:

“O Meu Coração segue atentamente cada um dos seus passos. Obrigado por atenderdes ao meu chamamento! ” (Mensagem de 25 de Dezembro de 1986)

 

O Natal é o silêncio de Deus
Pároco de Medjugorje: O que o Santo Padre me disse